por Luiz Kriwat
Quando saiu a jogada pelo lado esquerdo do ataque americano, que culminou com o belo gol de Rodriguinho, o torcedor logo se lembrou do jogo válido pela Serie B de 2010, quando Jean Baptista arrancou bem pela esquerda e tocou para Diego Clementino fazer ótima jogada pela esquerda e tocar para Fábio Jr. concluir com maestria, de calcanhar.
A maior diferença entre os dois jogos era a postura do América, bastante criativo e envolvente dava mostras de que seria um jogo tranquilo, sem maiores sustos.
No entanto, o maior problema do time na temporada se apresentou. Pela oitava vez o Coelho desceu para o vestiário vencendo e terminou sem os três pontos.
No primeiro turno contra Avaí, Flamengo, Grêmio, Botafogo e Atlético-GO. No segundo já foram, Avaí e Flamengo, outra vez, e agora o Figueirense. Com isso, são três jogos como mandante e cinco como visitante - o Coelho ainda não venceu na casa do adversário.
Assim, em dois lances de bolas paradas o Figueirense, que não vencia em casa há cinco jogos, conseguiu sair do Orlando Scaperlli com os três pontos e soma agora 44.
Foram dois dos poucos deslizes do América na partida, mas foram fatais. No primeiro, Aloísio se jogou e o árbitro marcou a falta. Na cobrança, Neneca, que tem crédito, tentou adiantar o canto e acabou surpreendido. Já no segundo, em lance de escanteio, a bola viajou bastante até encontrar Aloísio, que sozinho, cabeceou para baixo. Preto não conseguiu desviar e o Figueira chegou à virada.
A situação do Coelho está no limite e o time precisa vencer seis dos oito jogos restantes, missão classificada como milagrosa pelo atacante Alessandro.
Na próxima rodada o adversário é o Grêmio, um dos times que ajudaram o América na estatística de descer pro vestiário vencendo e terminar sem o triunfo.