Vitor Lima
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O Tupi Futebol Clube, um dos clubes mais tradicionais de Minas Gerais, não vende mais quinhão para a pessoa que quiser adquirir. O único modo de se associar ao clube é como ‘’sócio contribuinte’’, em que a pessoa pode apenas utilizar as dependências do clube, mas não pode influenciar em dia de eleição.
O ‘’sócio contribuinte’’ não pode votar e nem se candidatar em nenhuma eleição. O valor é de R$ 150,00 para assinar o contrato, e R$ 30,00 por mês. Na tarde de hoje, Francisco de Vaz, de 43 anos, foi tentar se associar ao clube, mas indignado com a restrição, resolveu não entrar se tornas sócio contribuinte.
‘’Como eu vou entrar para um clube onde o que prevalece é a hierarquia? Eu, como sócio, gostaria de, em dia de eleição, votar em quem eu quero e quem eu acho que merece estar no comando. Mas aqui no Tupi a hierarquia fala mais alto’’, disse Franscisco, indignado com o formato estabelecido pela direção do clube.
O quadro de associados em dia no clube é muito pequeno. Menos de 50 associados pagam a mensalidade em dia, porém do mesmo jeito a direção não coloca quinhões à venda para que o torcedor do Tupi possam se associar ao clube.