por Luiz Kriwat
O setor que recebeu o maior número de críticas na temporada foi o ataque. Sempre que Alessandro esteve fora o time sofreu para encontrar os gols. Por isso, a diretoria americana correu atrás de um reforço para a posição. André Dias chegou com o campeonato em andamento e ainda precisou de tempo para entrar em forma e a torcida ficou desconfiada.
Em função de uma lesão repentinamente descoberta, Alessandro, titular absoluto e artilheiro da equipe, não embarcou para Curitiba e André, que nem havia sido relacionado, foi chamado às pressas.
Não só viajou com o grupo, como entrou em campo para marcar em sua estreia, no empate por 2x2 contra o Atlético-PR. Depois disso, foi muito criticado no desastre contra os goianos, quando o Coelho sofreu a virada e saiu derrotado por 2x1. O jogador teve outra oportunidade em Salvador, com o time um pouco modificado e o ataque também foi nulo e bastante criticado.
Eis que chega o jogo contra o Vasco, que briga pelo título e poderia sair de Belo Horizonte na liderança do Brasileirão. Dono da 4ª melhor defesa com 22 gols sofridos (lembro que entrou em campo por algumas oportunidades com o time reserva), o time carioca chegou confiante.
Tanta confiança fez com que começasse melhor o jogo e Diego Souza logo perdeu a primeira oportunidade, sozinho com Neneca chutou pra fora.
O Coelho tinha dificuldades para marcar as investidades pela direita vascaína com Fágner, Juninho e Éder Luiz. Gilson não se organizava com W. Rocha e preocupava o técnico Givanildo.
No entanto, pela direita americana, Marcos Rocha (sempre ele) encontrou André Dias, nas costas do mesmo Fágner que dava trabalho no ataque, que não perdoou. Oportunismo e gol!
Pouco depois, o Coelho parecia que encenaria o mesmo filme do domingo passado. O árbitro errou ao dar uma falta que na verdade fora pênalti, mas para Juninho são sinônimos e o Vasco empatou.
O Coelho mostrava que não estava em um dia qualquer. Bem organizado, conseguia construir jogadas interessantes, mas que paravam em Fernando Prass ou na boa atuação de Renato Silva.
No entanto, tem Dia que é de André. E foi em cima dele que Fágner, outra vez, cometeu falta dentro da área. Kempes, que tecnicamente contribuiu pouco, mas correu muito, bateu no meio do gol e colocou o Coelho na frente.
O segundo tempo começou quente. O time carioca acreditava no empate e a notícia do, até então, empate do Corinthians, parecia motivá-los.
E em um bola chutada para frente, Kempes, sempre com raça, ganhou de cabeça, dominou e tocou para Marcos Rocha. O lateral driblou o marcado e tocou de volta para o atacante que o lançou. Na cara do gol, Rocha tocou por cima de Prass para fazer 3x1.
O Coelho cresceu e dominou completamente o Vasco, que só assustou em uma bola na trave de Neneca.
Por outro lado, o América dominava o jogo, a torcida ensaiava um "olé", e o toque de bola, com confiança, se fez presente.
Como disse antes, tem DIA que é de André. Ele pegou uma bola pela ponta direita, se livrou da marcação, tocou para Léo dentro da área que só escorou para o chute de primeira do nome do jogo, que fez seu segundo gol: América 4 x 1 Vasco.
Amaral ainda acertou um chute forte na trave, mas o jogo teria mesmo que encerrar com um gol de André, que esteve em um dos seus Dias.
DESTAQUE
Givanildo foi impecável na tarde desse domingo. Escalou bem e substituiu na hora exata. Colocou Rodriguinho no lugar de Ulisses. Léo trocou com Kempes. Além de Dudu que pediu para sair e Leandro Ferreira assumiu a função de guardar a defesa.
Prova disso, foi a torcida ovacionando o treinandor.
Outro destaque, que não é novidade para ninguém, foi Marcos Rocha. O lado esquerdo do Vasco não apareceu e ele ainda serviu André Dias no primeiro gol e fez o terceiro.