Assim como aconteceu com toda a torcida, a revolta do Funorte é geral, tanto que Cristiano Dias Júnior, único diretor presente à sessão dessa terça-feira, com exceção da equipe da Rede Minas, evitou dar entrevistas para rádios e TVs de BH para não se comprometer em termos de acusações por causa da mudança de decisão de uma instância para outra, ambas por unanimidade.
Até agora, nas primeira e segunda instâncias, não foi o Funorte quem fez a denúncia e, sim, a procuradoria do TJD da FMF. Agora, resta somente a 3ª instância, como é o caso do STJD, mas novamente não será o Funorte o denunciante. O clube não foi parte citada em nenhum dos processos e, por isso, não pode tomar partido agora. "Para ter direito a apresentar o recurso no Rio de Janeiro, deveríamos ter entrado antes da primeira instância", analisou Cristiano.
Provar a culpa
Mesmo assim, os planos existem. A tática do clube de Montes Claros é de evidenciar os fatos que penalizam o Sapo e, quem sabe, ajudar a Procuradoria nas provas. Segundo o comando do Tricolor de Montes Claros, provas não faltam, como as cópias das vias de contrato do meia Vitinho, o próprio BID, o regulamento e o que considera mais importante as súmulas dos jogos irregulares de Vitinho.
Ainda segundo o FEC, ciente do erro, o Mamoré fez o jogador assinar outros dois sobrenomes diferentes a fim de evitar coincidências. Uma espécie de maquiagem. O Tricolor entende, ainda, que, se o Sapo defende que Vitinho esteja legal, porque não o utilizou nos jogos seguintes desde quando foi apresentada a denúncia.
O comando do Funorte entendeu como, no mínimo estranho, uma decisão do Tribunal Pleno que isenta de culpa tanto o Mamoré, que usou o atleta irregular com um contrato vencido (tanto que ele não foi mais usado na competição), como a FMF, acusada pelo próprio Mamoré de ter rasurado a via dela no contrato do Vitinho.
IMPRENSA FALA
“Penso que houve um lance político para reverter a situação que estava a favor do Funorte, com boa participação da grande imprensa mineira e das autoridades de Patos de Minas. Acho que Tribunal acabou sendo, digamos, convencido, a reverter a decisão da primeira instância,”, analisou o radialista Nairlan Clayton Barbosa.
Ainda segundo ele, o Funorte talvez tenha pecado por ser ainda um clube novo, sem a mesma representatividade política e sem a maldade de lidar com os dirigentes mais experientes do interior mineiro. (CJ)