Cruzeiro e São Paulo se enfrentaram na noite desta quarta-feira (11/05) no Mineirão, em Belo Horizonte, pela partida de ida das quartas-de-final da Libertadores. Melhor para o tricolor do Morumbi, que aproveitou as duas únicas chances que teve em todo o jogo para marcar e vencer a equipe celeste por 2x0. Agora, os mineiros precisam vencer por, no mínimo, três gols de diferença, ou por dois, para levar a cobrança para os pênaltis.
O jogo começou do jeito que se imaginava, com os cruzeirenses apertando os são-paulinos, tendo em vista a condição de visitantes que terão no confronto da volta. Logo aos 9 minutos, em cobrança de escanteio, Henrique cabeceia, e Kleber atrapalha a visão de jogo de Rogério Ceni, que teve trabalho para defender. Aos 13, após domínio de bola pela direita, Kleber arrisca outra boa chance, para outra boa defesa do arqueiro tricolor.
Até então, a equipe da Toca da Raposa dava toda a pinta de que conseguiria o resultado favorável. Mas falhas gritantes de marcação e de posicionamento permitiram o crescimento e a melhoria da atuação tricolor no gramado, através de um toque de bola envolvente e objetivo. A combinação “toque de bola tricolor/falha de marcação alvi-celeste” fizeram com que, aos 23 minutos, a equipe paulistana abrisse a contagem. Em cruzamento de bola de Marlos pela direita, Dagoberto aproveitou a desatenção da zaga e marcou: 1x0.
O restante da 1ª etapa se resumiu às tentativas mal-sucedidas de se armar uma jogada de ataque por parte da equipe cruzeirense, já que a defesa do São Paulo (tendo levado apenas dois gols na competição até aqui) se comportava de maneira bastante consistente.
No 2º tempo, o Cruzeiro resolveu jogar “com o coração na ponta da chuteira”, o que, se tratando de Libertadores, é um erro gravíssimo. Logo aos 3 minutos, Thiago Ribeiro fez cruzamento da direita no 2º pau, para uma cabeçada fraca de Gilberto, contra o chão. Rogério Ceni agarrou a bola com facilidade. No minuto seguinte, em escapada pela esquerda, Thiago Ribeiro conclui muito bem, para uma grande defesa do arqueiro tricolor, que mandou a bola em escanteio.
Algum tempo depois, foi a hora de Adilson Batista, treinador celeste, entrar em ação. Aos 10, ele retirou o lateral-esquerdo Diego Renan para a entrada do atacante Joffre Guerrón, e, aos 16, retirou o volante Fabrício para a entrada de Fábio Santos, o “Vida Louca”. Com Thiago Ribeiro, Kleber e Guerrón, eram três atacantes cruzeirenses e uma defensiva totalmente exposta. E ela determinou o sucesso são-paulino.
Aos 20 minutos, Fernandão recebeu bola na entrada da área pela direita. Jonathan e Gil se atrapalharam na hora da marcação, e o atacante tricolor tocou, de calcanhar, para Hernanes, totalmente sem marcação, ajeitar e concluir à esquerda de Fábio, arqueiro cruzeirense: 2x0.
Uma coisa tem que ser valorizada: a equipe alvi-celeste teve brio, e lutou até as últimas forças. Aos 24, Kleber recebeu bola, já no campo de ataque, e concluiu, para brilhante defesa de Rogério Ceni. Aos 29, grande passe de Gilberto para Guerrón, que concluiu na saída do goleiro tricolor. Com o desvio de bola, Júnior César, todo desajeitado, mandou-a para escanteio. Aos 31, Thiago Ribeiro recebeu a redonda entre dois zagueiros e marcou, mas o gol foi erroneamente invalidado pelo 1º árbitro assistente, Abraham González, da Colômbia.
Cruzeiro seguiu em cima. Aos 33, Roger entrou na vaga de Gilberto, recentemente convocado por Dunga para a lista prévia de 30 nomes que se concentrarão em Curitiba a partir do próximo dia 21, e foi responsável pelo último grande lance da partida.
Após bate-rebate na pequena área, a bola sobrou para Roger, que jogava bem aberto pela esquerda. Ele concluiu, dando um tapa na bola, e ela, caprichosamente, bateu nas duas traves antes de ser afastada pela zaga são-paulina. Nada de mais relevante aconteceu depois, contrariando o hino cruzeirense, e mostrando que a equipe mineira estava vencida no jogo, e por uma equipe que mostrou futebol para conquistar o título. Paulistas podem até mesmo perder pela diferença mínima (um gol) no jogo da volta, no Morumbi, no próximo dia 19 (quarta-feira), para seguirem às semifinais. Caso os mineiros vençam por 2x0, a definição da vaga se dará através dos tiros livres da marca dos pênaltis.
Vamos à ficha técnica:
Cruzeiro 0x2 São Paulo
Estádio: Gov. José de Magalhães Pinto, em Belo Horizonte
Público: 48.602
Renda: R$ 1.422.892,04
Equipes:
Cruzeiro: Fábio, Jonathan, Gil, Thiago Heleno, Diego Renan (Joffre Guerrón); Fabrício (Fábio Santos), Henrique, Marquinhos Paraná, Gilberto (Roger); Thiago Ribeiro, Kleber. Técnico: Adilson Batista.
São Paulo: Rogério Ceni, Cicinho (Jean), Alex Silva, Xandão, Júnior César (Jorge Wágner); Richarlyson, Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos; Dagoberto, Fernandão (Washington). Técnico: Ricardo Gomes.
Gols: Dagoberto, 23 do 1º tempo, e Hernanes, 20 do 2º tempo.
Cartões Amarelos: Jonathan, 29 do 1º tempo, e Roger, 33 do 2º tempo, para o Cruzeiro; Xandão, aos 17, Richarlyson, aos 36, e Hernanes, aos 39 do 1º tempo, e Alex Silva, aos 15, e Dagoberto, aos 37 do 2º tempo, para o São Paulo.