por Luiz Kriwat
Sensação das últimas rodadas, o América, mesmo rebaixado, não deixou de ser assunto. Isso porque o time enfrenta o Atlético-PR, adversário direto de Cruzeiro e Atlético na luta pela permanência. Um empate do Coelho já garante o alvinegro e ajuda bastante o time celeste.
Diante disso, as opiniões estão bem divididas com relação à postura que o América deve adotar. Rivalidade, dignidade e vingança passeiam entre os comentários.
Naturalmente, os torcedores mais apaixonados querem que o time não ajude os rivais, principalmente o Cruzeiro, que nos últimos anos protagonizou situações que desagradaram muito os americanos.
No CT, o discurso é o da dignidade, os jogadores e técnico estão alinhados no pensamento de que a instituição é centenária e que não há espaço para outra postura que não a de honrar a camisa. O América manteve seu compromisso com os atletas em dia e para Givanildo Oliveira, esse é o incentivo necessário. Além disso, todos que trabalham no Coelho são sérios e não se sujeitariam à entregar um jogo.
Para completar, Antônio Lopes, treinador do time paranaense, passou por aqui e por quatro oportunidades comandou o time americano. No entanto, apesar da experiência, não conseguiu gerenciar os jogadores e repetiu o discurso de que o grupo era fraco. Chegou até a criar situações desconfortáveis entre os jogadores.
O fato é que os holofotes estão voltados para esse jogo no Parque do Sabiá. A única certeza é que o Coelho entra reforçado por cinco torcidas. As dos times mineiros, a do Bahia e do Ceará, que também lutam contra o rebaixamento e a do Coritiba, interessada direta no rebaixamento dos rubro-negros.
SEM PROBLEMAS
Para piorar a vida do time paranaense, Givanildo poderá repetir a escalação da equipe que reagiu nas últimas rodadas - contra o São Paulo o time teve vários desfalques. Amaral, Leandro Ferreira e Gilson retornam a equipe e podem ajudar no toque de bola.