Por Dany Starling
Se alguém for a Nova Lima e perguntar por Francisco Carlos Ferreira da Silva, poucas pessoas saberão de quem se trata. Mas e quando sai de cena o nome formal e surge o apelido Pirulito? Aí sim, esse é velho conhecido. Além de jogador, Pirulito comandou o time profissional do Villa Nova em quatro ocasiões: 2004/2005, 2006/2007, 2009 e 2010. Hoje ele é o responsável pela equipe júnior do Leão do Bonfim, que ontem garantiu presença na final da Copa Integração 2011, título que o time já conquistou em 2005 e 2008.
Esse mineiro de Conselheiro Lafaiete, hoje com 56 anos, se transforma quando o juiz apita o início da partida. Sai de cena o homem pacato, gentil, para dar lugar ao técnico vibrante, que fala com seus jogadores o tempo inteiro, reclama dos supostos erros da arbitragem, instrui, cobra e agita quem estiver do lado. Sua energia contagia os jogadores dentro de campo, sempre atentos às ordens do "professor".
Fora do futebol profissional desde o ano passado, Pirulito se diz mais feliz na fase atual, quando é o responsável pelas categorias de base do Villa Nova, time do seu coração. “Quando saí do profissional, falei que não ia trabalhar mais com futebol. Mas essa moçada está me fazendo sorrir novamente. Hoje trabalho com mais alegria. Me sinto mais jovem lidando com esses meninos”, diz o treinador.
Pirulito se emocionou após a vitória do Leão do Bonfim sobre o América, que colocou o time na final da Copa Integração. “Fico feliz pelos meninos, que se dedicaram muito. Além disso, levar o time a bons resultados é uma forma que tenho de pagar tudo que devo ao Villa Nova. Devo muito ao clube, que me abriu as portas do futebol primeiro como jogador, depois como técnico”.
O treinador analisou a diferença entre as duas partidas contra o América realizadas no hexagonal final da Copa Integração. No primeiro jogo, goleada por 5x1. Na semifinal, vitória apertada por 1x0. “O América tem um bom time, bons jogadores. Na nossa estreia, tudo deu certo, fomos muito felizes, todos os nossos chutes entraram. Mas eu já havia avisado aos meninos que hoje (ontem) a história seria outra, até pela postura do América, que viria sentido pelo resultado no primeiro jogo”.
Na final, o Villa Nova terá pela frente o Ideal de Sete Lagoas, time mais jovem da competição, formado há apenas três meses, que na outra semifinal despachou o Cruzeiro na cobrança de pênaltis. Pirulito, contudo, garante a força de sua equipe. “Respeito todos os adversários da mesma maneira, seja Cruzeiro, Atlético, América ou Ideal. Meu time está muito motivado por ter chegado à final. Estar na decisão já é um prêmio, agora é lutar para fazermos um bom jogo”.