Por Marcelo Bechler
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Foi mais uma goleada. Nove gols em duas partidas. As atuações foram diferentes. Embora o Cruzeiro tenha tido méritos contra o Guarani, a grande partida aconteceu diante do Estudiantes.
Diante dos paraguaios, o Cruzeiro teve mais dificuldade para achar os espaços e cedeu campo para o contragolpe. Foram quatro faltas duras no 1º tempo, mostra de como o time de Cuca chegava atrasado. Montillo não era acionado e a bola longa para área não chegava a Wellington Paulista, ilhado entre os zagueiros. O gol sai de Wallyson, após rebote em escanteio.
No segundo tempo, o jogo mudou. A equipe brasileira teve posse de bola e não correu riscos, mas teve dificuldade de agredir. Com grande passe de Montillo, Wallyson marcou o quinto gol dele em seis jogos na temporada.
Para jogar no 4-2-3-1, com Roger, Montillo e Wallyson atrás do centroavante, vale a pena abrir mão da movimentação de Wellington e utilizar uma peça fixa, que faça melhor o pivô para a chegada da linha de armadores. Mesmo com 2 a 0 no placar, o Guarani seguia fechado, mas o Cruzeiro conseguia jogar mais próximo da área, sempre utilizando Farias – autor do terceiro gol.
Quem fecha a goleada é Thiago Ribeiro, batendo de fora da área, pela esquerda. É assim que Thiago prefere jogar, abrindo espaço pelo meio para poder finalizar. Assim rende mais e pode fazer mais gols. Os centroavantes do Cruzeiro são pouco eficazes, Thiago Ribeiro pode ser mais útil batendo de fora do que cruzando para o meio da área.
Com circunstâncias diferentes, outra goleada. Se não foi contundente como a primeira, mostrou outro repertório. Ainda precisando de ajustes, o Cruzeiro continua mostrando que é forte.