Christiano Jilvan
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Mesmo sem qualquer problema de contusões ou suspensão, fazer mistério parece mesmo ser estilo do técnico Wagner Oliveira antes de cada jogo do Funorte. No treino apronto da tarde/noite de ontem, no estádio José Maria Melo, ele se comportou como na véspera das partidas contra Atlético e Ipatinga e não adiantou o time titular que enfrentará o Villa Nova, amanhã, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro.
Além disso, com a garantia de mais opções de banco, o treinador promoveu uma série de mudanças na formação principal, deixando a entender que levará dúvidas para o vestiário. Funorte e Villa se enfrentam a partir das 16 horas. Os 2,5 mil ingressos à disposição não foram totalmente vendidos de forma antecipada e, portanto, as bilheterias serão abertas no domingo.
Ainda durante o coletivo de ontem, que não teve gols, a comissão técnica teve a confirmação do registro do recém contratado Claudinho, armador vindo do futebol da Coréia do Sul, no BID/CBF, o que lhe garante condições de jogo para amanhã. Coincidência ou mesmo variação tática, ele começou no time titular na vaga de Anderson Toto.
Mas vinte minutos de bola rolando foram suficientes para novas mudanças. Toto retomou a posição no time de cima, mas Stanley deixou o campo para a entrada de Fabrício na lateral esquerda. Pouco tempo depois, Claudinho voltou a ser opção no meio de campo na vaga de Pedrinho, enquanto Gabriel entrou no lugar de Ualisson Mineiro.
O time utilizado foi o seguinte: Raphael Barrios; Anderson Silveira, Binho, Vinícius Zaqui e Stanley (Fabrício); Marcelino, Claudinho (Anderson Toto), Pedrinho (Claudinho) e Peter; Ualisson Mineiro (Gabriel) e Kleyr.
FALA BINHO
Certeza mesmo é a confirmação do zagueiro Binho, titular do início ao fim do coletivo. Depois de 40 dias desde a contratação, ele ganhou condições de atuar com a camisa do FEC com a publicação de seu nome no BID de quarta-feira. Aos 33 anos, o baiano da cidade de Tucano disse ao FUTEBOL DE MINAS que está há pouco mais de uma década sem atuar no futebol brasileiro. A última experiência foi em 2000 pelo Corinthians Alagoano, clube ao qual foi emprestado pelo clube paulista de mesmo nome - e mais famoso, claro.
Do atual grupo, atuou apenas ao lado do meia Claudinho, mas fora do Brasil. “A gente fez parte do mesmo grupo no Iraklis, na Grécia”, disse. No caso de Kleyr foram adversários na Liga de Honra de Portugal (2ª Divisão), entre 2003 e 2004. Binho jogava pelo Naval 1º de Maio e o atacante vestia a camisa do Varzim.