Por George Augusto
Com três desfalques em relação ao time titular (o goleiro Fábio, o lateral-direito Jonathan e o atacante Kleber, todos por contusão), o Cruzeiro enfrentou um empolgadíssimo Avaí na noite deste domingo, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 2ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, e empatou em 2x2, após estar perdendo por 2x0 e ter atuado de forma apática durante toda a etapa inicial. Um 2º tempo favorável e uma atuação destacável de Wellington Paulista, que marcou os dois gols cruzeirenses, permitiram o empate alvi-celeste.
O jogo começou com um Cruzeiro buscando o jogo, sempre em cima do adversário e criando chances, porém sem efetividade. De repente, uma infelicidade: aos 17 minutos, Leonardo Silva adianta demais a bola na lateral esquerda alvi-azul, deixando-a para a roubada de Davi. Na ânsia de recuperar essa bola, o zagueiro cruzeirense desfere uma entrada infantil no atacante avaiano, e o árbitro aplica-lhe cartão vermelho direto: Cruzeiro com 10 jogadores em campo.
Mesmo com a perda, a equipe mineira não parou de atacar e povoar a intermediária adversária. E, quando menos se esperava, a Raposa toma outro golpe: 24 minutos, Caio faz boa jogada na área e rola para Pará. Ele corta Elicarlos, deixando o substituto de Jonathan no jogo na saudade, e coloca no canto esquerdo do goleiro Rafael: 1x0 para os catarinenses.
A coisa não chegou a desandar, mas, com um a menos em campo e no placar, a equipe da Toca sentiu o golpe. Tanto que, logo aos 28, Pará deu outro “traço” em Elicarlos e chutou. Dessa vez, sem a mesma categoria da conclusão anterior, o chute saiu fraco, e Rafael logo tratou de agarrá-la. Logo após esse lance, a equipe cruzeirense tratou de se reerguer, e jogar com insistência no campo avaiano, pagando o preço pela desventura em dois lances que poderiam ter sido capitais para as pretensões alvi-celestes na partida.
Aos 34 e aos 35, o 2º árbitro assistente se precipitou, não deixou os dois lances transcorrerem, e Caio e Roberto, respectivamente, perderam o que poderiam ter sido chances claras de gol a favor do Avaí. Nesse momento do 1º tempo, a partida se encontrava aberta, e qualquer descuido poderia resultar em oportunidade de gol. Melhor para o Leão de Santa Catarina que, aos 45 minutos, fez o seu 2º gol: Roberto recebeu com extrema liberdade na frente, penetrou na área, encobriu o goleiro Rafael e ampliou para o alvi-azul catarinense: 2x0. A essa altura, os protestos dos torcedores cruzeirenses com Adilson Batista, técnico do Cruzeiro, saltavam à vista.
No intervalo, Adilson resolveu fechar o buraco deixado pela expulsão de Leonardo Silva, perigosamente abrindo outro na lateral-esquerda: tirou Diego Renan para a entrada de Thiago Heleno. Mas, logo aos 5 da etapa final, a Dama da Sorte resolveu jogar do lado mineiro: após sentir contusão, Pará, lateral-esquerdo e um dos destaques da equipe avaiana, é trocado pelo meia Hegon. O resultado não tardou a vir: dois minutos depois, Wellington Paulista recebeu na grande área, trouxe para o pé direito e bateu rasteiro, para fácil defesa de Zé Carlos, arqueiro do Avaí.
No minuto seguinte, Thiago Ribeiro fez boa jogada pelo lado direito do ataque cruzeirense (esquerdo da defesa avaiana) e cruzou no segundo pau. A bola passou pelas mãos de Zé Carlos, mas não pela cabeça de Wellington Paulista, que testou para dentro e diminuiu para a equipe mineira: 2x1. Foi o suficiente para reacender a esperança de um resultado favorável.
E o Cruzeiro tratou logo de correr atrás do empate, com Thiago Ribeiro se desdobrando no ataque. O empate foi questão de tempo: aos 14, Gilberto recebeu, partiu para cima de Zé Carlos, que logo tratou de derrubá-lo. Pênalti, e expulsão do goleiro do Avaí, que também ficou com 10 jogadores em campo a partir de então. Davi, atacante, saiu para a entrada do goleiro reserva, Renan, deixando os avaianos com um único atacante, Roberto. Wellington Paulista tratou de cobrar a penalidade e empatar: 2x2.
O Avaí, nitidamente, se acuou em campo, planejando se aproveitar das jogadas de contra-ataque. Mas o Cruzeiro tomava conta das ações da partida. Em uma delas, aos 25, o 2º árbitro assistente (o mesmo que prejudicou a equipe catarinense na etapa inicial) anulou gol legal de Henrique, impedindo a virada alvi-celeste. Aos 28, mais Cruzeiro: Fabrício chuta mal, mas mesmo assim Wellington Paulista consegue o domínio, gira e manda a bola na trave esquerda de Renan.
Aos 32, Adílson foi para o “tudo ou nada”: tirou Elicarlos e colocou Guerrón, deixando a equipe sem laterais de ofício, mas com três atacantes e sufocando os visitantes. Em cobrança de escanteio, Thiago Heleno cabeceia a redonda no travessão, desperdiçando outra grande chance dos donos da casa. Mas o Avaí mostrou que não estava morto, e, dois minutos depois, em cruzamento no segundo pau, Roberto mandou uma na trave direita de Rafael, goleiro cruzeirense.
Aos 36, sem querer correr o risco de tomar nenhum tipo de susto, Adilson tratou logo de cortar o mal pela raiz: tirou Gilberto da meia, e pôs Fernandinho, lateral-esquerdo. A partir daí, o jogo virou um grande exercício de ataque contra defesa, com os donos da casa sufocando o adversário, que esperava alguma oportunidade para tentar chegar ao goleiro Rafael através dos contra-ataques.
Mas o que se viu foi a última grande chance da equipe mineira: aos 41, Gil chutou, a bola bateu no braço de Émerson, e os jogadores do Cruzeiro exigiram a marcação do pênalti, mas sem sucesso. Final: Cruzeiro 2x2 Avaí.
O resultado foi bom para as duas equipes: o Cruzeiro se encontra em 4º na tabela, com 4 pontos em 2 jogos, e 1 gol de saldo. O Avaí é o vice-líder, com os mesmos 4 pontos, mas com 5 gols de saldo. Esquadrão celeste, agora, se prepara para a partida contra o São Paulo, pela Libertadores, antes de pensar no Guarani, próximo adversário no Brasileirão, no Brinco de Ouro, em Campinas. Já os catarinenses terão a semana toda para pensar em como vencer o Vasco, na Ressacada, em Florianópolis. Ambos os jogos pelo Brasileirão serão na noite do próximo domingo, 23.