A Era Cuca no Cruzeiro fez com que um dos mais experientes jogadores do elenco ganhasse motivação de um jovem em início de carreira. Titular em quatro jogos seguidos, além de dois amistosos desde a mudança no comando, o zagueiro Cláudio Caçapa, de 34 anos, acredita em outras boas atuações para continuar em campo, mesmo quando os companheiros de posição estiverem aptos a jogar. Nesta semana, ele conversou com o FUTEBOL DE MINAS sobre o bom momento, mas falou também da carreira, a experiência no exterior e descarta qualquer polêmica por ter sido revelado pelas bases do Atlético.
Confira!
Futeboldeminas: Por ser uma das pratas da casa do Atlético que alcançou grande projeção na Europa, como ficou a sua relação com a torcida alvinegra por ter optado em jogar no Cruzeiro nessa volta ao Brasil?
“Hoje não tem mais isso, mas também fiquei muito tempo fora do país; nove anos. Então, lógico que sou grato ao Atlético por tudo e acredito que tenha contribuído muito com o clube também, pois fui vendido por 5 milhões naquela época. Alguns torcedores entendem, outros não, mas a maioria me parabeniza pelo trabalho, por estar jogando. Houve a conversa com o Atlético e não teve acerto, então muita gente me apóia mesmo em outro clube”.
FM: Enquanto morou na Europa, do que você mais sentia falta?
“Sentia falta de muitas coisas, mas principalmente da família. Apesar de estar com minha esposa e depois com o meu filho, a gente sente falta da mãe, dos irmãos. Sentia muita falta também dos amigos, da Igreja, mas o principal mesmo era dos familiares”.
FM: E já no exterior, o idioma era uma dificuldade a mais?
“Sim e foi uma das partes mais difíceis. E mais, além do idioma o frio. Eu fui pra França e não falava nada do idioma quando cheguei lá. Foi muito difícil mesmo, ainda mais para uma pessoa que gosta muito de falar, de conversar, com sou. Passei um tempo muito difícil, pois eu precisava de ajuda com perguntas e respostas. Precisava sempre de alguém pra ajudar na comunicação”.
FM: Que tipo de música você ouve quando está em casa? Quais os artistas são os preferidos?
“Eu sou evangélico, então ouço muita música gospel. Gosto muito da cantora Elaine Martins e de várias músicas. Algumas que gosto muito e ouço muitas vezes, como: ‘Sei é bem isso’, ‘Tu és Santo’ e ‘Muda o meu coração’”.
FM: Se não fosse jogador de futebol, qual profissão poderia ter seguido?
“É uma pergunta difícil (risos). Gostava muito de vôlei, jogava na escola, apesar de não ser tão alto. Queria seguir no esporte e se não fosse o futebol; é... acho que tentaria o vôlei. Uma outra profissão? Não tinha por não ter outro desejo naquela época, mas com certeza iria estudar. Antes do esporte, vinham sempre os estudos; a escola”.
FM: Quando se aposentar, já pensa em trabalhar como técnico, seguir no futebol ou algo relacionado?
“Falando de hoje, não quero ser treinador. Acho que é a mesma vida do jogador ou até pior; é muita pressão, mas por estar no mundo do futebol há tanto tempo, nem da pra não pensar em seguir depois que parar. Talvez diretor, gerente de futebol ou empresário. Vou ainda estudar algumas parcerias pra continuar no futebol. Mas depois de muitos anos trabalhando como jogador penso em tirar um tempo pra descansar, curtir mais a família e aí sim, voltar dentro de uma das funções que comentei”.
FM: Você ficou de fora de alguns jogos por contusão; de outros por simples opção do antigo técnico. Com a chegada do Cuca, o que muda?
“Muda que agora eu estou jogando. Já fiz quatro jogos consecutivos, dois amistosos e mais dois nesta volta do Campeonato Brasileiro. Acredito que joguei bem e por isso estou sendo mantido no time. Muda porque estou tendo mais oportunidades; tenho a confiança do Cuca. Agora, me cabe continuar trabalhando, mostrando a cada treino e a cada jogo que tenho condições de continuar jogando e batalhando pelo meu espaço no Cruzeiro”.
FM: Em uma rápida comparação, qual a principal diferença entre Adílson Batista e Cuca?
“Não gosto muito de comparações, mas o Cuca conversa mais, individualmente ou com o grupo, ele está sempre conversando com um aqui, outro ali. Já o Adílson conversava mais com o grupo, no geral”.
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