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Cadu solta o verbo e mostra a realidade alvirrubra

Por José Alves

Um dia após ser goleado pelo Ipatinga e dar adeus às esperanças de se classificar para o Campeonato Brasileiro da Série D, os atacantes do Uberaba Sport, Cadu e Marcinho, conforme combinado antes da partida, participaram do Programa JM Esportes – 1º Tempo, da Rádio JM. O ponto alto da participação foi o desabafo do vice-artilheiro Cadu, em razão das fortes críticas que alguns torcedores vêm fazendo em relação à dificuldade de recuperação física dos atletas. Além disso, ele aproveitou para apontar falhas estruturais no clube.

Chateado com uma entrevista veiculada na Coluna JM Futebol Clube, dos jornalistas Gullit Pacciele e Túlio Michelli, quando um profissional do Departamento Médico do USC afirmou que vários jogadores não se recuperam porque não levam uma vida regrada de atletas, Cadu soltou o verbo, literalmente. “Várias pessoas criticam, acham que os jogadores estão fazendo corpo mole e isso não existe. Na final da Taça Minas, por exemplo, eu queria muito jogar e fui me tratar em outra clínica, que hoje atende o clube e não recupera ninguém. A verdade é essa, mas muito se tampa. Deram uma entrevista dizendo que não temos vida regrada. Mas a verdade não é essa. Todo mundo sabe que algumas lesões que levariam dez dias de recuperação em outro clube, aqui demoram mais”, disse completando: “Ninguém sabe, mas no ano passado, eu fui pedir ajuda de outro profissional, o Gaspar (massagista do Nacional). Para o torcedor pode ser ruim saber disso, mas ele (Gaspar) conseguiu me colocar para jogar, juntamente com o Ricardinho (massagista do USC). Se ele conseguiu isso, alguma falha existe no DP do USC”.

Além de revelar que realizou tratamento no maior rival do USC, o atacante foi claro ao afirmar que o pagamento foi feito com seu próprio dinheiro. “Eu queria jogar, tinha que fazer alguma coisa. O que vale é eu poder jogar, ajudar. O doutor Constantino é excelente, ele pega os resultados de exames, e manda os jogadores para realizar o tratamento, mas eu não estou vendo essa recuperação. Por isso, sempre busco recursos onde possam me tratar”, revelou.

Críticas e ajuda. Em relação às fortes críticas recebidas, segundo ele, principalmente por parte de empresários, Cadu foi direto. “Criticar todos criticam, mas para ajudar são poucos. Onde estão os empresários que tanto falam e pouco ajudam? Falta mais apoio por parte da cidade. A prefeitura não ajuda. Aqui (em Uberaba) é o único lugar em que vejo isso. Depois, é muito fácil chegar na segunda-feira, após os jogos, e colocar toda a culpa pelas derrotas nos atletas”, disparou, referindo-se também ao episódio no qual alguns torcedores criticaram o fato dos atletas saírem para aproveitar a noite na cidade. “Somos seres humanos. Temos folga, queremos sair, passear, namorar, fazer churrasco. Mas na hora que chego ao campo, eu corro e nunca ninguém vai dizer que fiz corpo mole. Se estou jogando, algumas vezes lesionado, é pela amizade, pelos meus companheiros, meu treinador e por alguns diretores que eu sei, vão brigar por mim. São muitas cobranças e pouco se faz pelo clube, acho que teríamos de ter um respaldo maior. A realidade é essa”, finalizou.

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Data e Hora em que foi cadastrado Terça, 12/04/2011 às 15:34:53


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