Christiano JILVAN
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Sobre o comportamento dos montes-clarenses na véspera do jogo de abertura de Funorte e Atlético no Campeonato Mineiro, dois torcedores em especial resolveram se antecipar e deram sinais de como deve estar a ansiedade da cidade para acompanhar uma partida de Primeira Divisão ao vivo e in loco após doze anos de jejum.
O mototaxista Ricardo Ferreira e o comerciante Marcos Antonio Santos Gonçalves fizeram questão de acompanhar a vistoria da última terça-feira (18), com representantes da FMF e que foi determinante para a aprovação dos laudos e a liberação do estádio José Maria Melo para esta “partida especial”, como disseram.
Indagados pelo FM sobre a presença deles ali no meio do campo em um momento restrito para as autoridades, clubes e imprensa descartaram a condição de “corneteiros”. “Estou aqui para ver se a coisa está andando mesmo, porque quero ver o meu Galo em minha cidade”, disse Marcos, que fez questão de estar uniformizado.
LADO TRICOLOR
Mais falante que o companheiro, Ricardo Ferreira estava com a camisa do Funorte e já antecipava a informação de que estará no dia do jogo com uma bandeira nova, da torcida organizada que acabará de criar: a Formiga Montes Claros; inclusive com registro no cartório. “Quem quiser ver o bandeirão antes do jogo é só ir lá ao Major Prates”, convidou.
O mototaxista se diz confiante sobre o desempenho do Tricolor diante do Galo, mas primeiro preferiu falar da importância do momento para a cidade. “Leio jornal todos os dias; todos da cidade e todos de fora. O jogo é o assunto do momento e por isso quis vir ao campo para ver com os meus próprios olhos que a gente não vai decepcionar e vai entregar este campo do jeito que eles querem. O Funorte na Primeira Divisão faz o nome de Montes Claros brilhar para outros lugares, do mesmo jeito que o time de vôlei fez e faz”, disparou Ricardo.
E sobre a estreia prevê que o Funorte vai surpreender todos os prognósticos e vencer na estreia. “Esse povo tem que tomar vergonha e torcer pelo time que é de nossa cidade, mas sem briga, por favor; só na paz”.
LADO ALVINEGRO
Marcos Antonio Rodrigues deixou o amigo falar primeiro e depois comentou sobre o fato de o Atlético fazer seu primeiro jogo oficial do ano em Montes Claros. “Torço pelo Galo de qualquer jeito e não mudo por time nenhum”. Ao mesmo tempo adiantou que o preço do ingresso inteiro, por R$ 50,00, não lhe assusta.
“Olha repórter, venho ver o Galo de qualquer jeito; seja o preço que for; até mesmo quinhentos contos (sic). É uma oportunidade única e sei que a massa alvinegra será a maioria aqui no estádio”, finalizou.
Também comerciante, César Souto estava no estádio no dia da vistoria da FMF (terça-feira) para ouvir sugestões da Polícia Militar de como se proceder no estacionamento que acabara de abrir ao fundo do estádio José Maria Melo. A preocupação maior é sobre a limitação do acesso de carros no entorno do local, já que o seu terreno fica logo na primeira rua abaixo ao campo.
“Acho oportuno oferecer este espaço aos torcedores por questões de segurança”, adiantou o interessado. O comandante do 50º Batalhão, tenente coronel Jorge Bonifácio de Oliveira, sugeriu a ele que fala um ofício à PM comunicando formalmente sobre a necessidade de conversão de veículos para seu espaço, já em área cujo trânsito estará impedido no dia do jogo.
“É apenas uma garantia de trabalho para ele, mas adiantaremos a comunicação ao policiamento de trânsito sobre a opção de estacionamento para os torcedores mais adiante aos pontos de bloqueio”, antecipou o comandante do policiamento do José Maria Melo.
O terreno que já está limpo, murado e com portões tem dois mil metros quadrados e capacidade para até duzentos veículos, além de motos, conforme projeção de seu proprietário César Souto.