Por Rodolfo Rodrigues
IPATINGA – A folga neste final de semana, devido à antecipação da partida contra o América/TO, foi providencial para o Ipatinga. Como o Tigre só volta a campo no dia 10, próximo domingo, no Ipatingão, o técnico Guilherme Alves terá um bom tempo para aprimorar a parte psicológica, física, tática e técnica. O clube encerra sua participação no Estadual contra o Tupi, dia 17, novamente em casa.
Em nove partidas, o Ipatinga não venceu nenhuma no Mineiro. Se quiser se livrar da queda para o Módulo II precisa vencer os dois duelos diante de seu torcedor.
Em 2008, ano em que foi rebaixado, o Ipatinga possuía nove pontos após a 9ª rodada. A equipe havia vencido três partidas, contra Democrata/SL, Uberaba e Atlético. Ao final da competição, o Tigre terminou em penúltimo, a frente apenas do Democrata/SL - as duas equipe foram rebaixadas.
Se comparando com este ano, a situação é bem pior. Após nove jogos, o Ipatinga ocupa a última colocação do Campeonato Mineiro, com quatro pontos - cinco a menos que em 2008 -, sendo que todos conquistados com empate.
Questionado sobre o que fazer para conquistar duas vitórias em dois jogos, o técnico Guilherme respondeu: “A solução é vencer, não tem outra coisa. Fui bem claro que quem quer ficar tem que acreditar, porque eu acredito”.
Vários jogadores do Ipatinga estão se recusando a dar entrevistas, mas alguns que possuem personalidade, como o caso do volante Júlio Terceiro e do goleiro Raniere, buscam explicações e sempre dão satisfação ao torcedor. “O Campeonato está ajudando, temos dois jogos em casa. Agora é uma nova competição para gente, é preciso mudar tudo. O Guilherme tem que dar dura mesmo, o Ipatinga não merece isso. O grupo é unido, joga bem às vezes, mas não ganha. Futebol é resultado, eu preferia que todo mundo brigasse fora de campo, mas quando chegasse pra jogar ganhasse. É uma vergonha para gente ser lanterna com a estrutura que temos”, disse o volante Júlio Terceiro.
Capitão do time, o goleiro Raniere engrossa o coro do volante. “É vergonhoso estar nesta situação e tomar uma dura (do técnico Guilherme Alves). Quem tem vergonha na cara fica com vergonha, mas isto é necessário”, disse o camisa 1, que afirma não existir problemas internos. “Falta de luta não é, mas o que vem sendo feito não é suficiente. Temos que parar de falar e agir, é preciso vencer os dois jogos de qualquer jeito. O grupo é unido até demais, tem coisas no futebol que não dá para explicar e isto vem desde o ano passado. É preciso tentar esquecer tudo, são 180 minutos que vão decidir as nossas vidas e a vida do Ipatinga”, finalizou.