Por Samuel Camargos
Assim é considerado, por muitos, Adílson Dias Batista, treinador do Cruzeiro Esporte Clube. Mas que resultados são esses é o que questiona a “China Azul”.
O técnico tem como principais características a organização tática e a capacidade de fazer seus atletas jogarem por ele e pelo time. Vejamos os casos de Henrique (volante), Marquinhos Paraná (volante) e Jonathan (lateral). O primeiro chegou totalmente desconhecido a Minas, foi muito criticado no início e hoje é uma das principais peças do time. O segundo, quando contratado, foi motivo de piada para as torcidas adversárias, mas, para mim, foi, senão o mais, um dos atletas mais importantes nas últimas três temporadas azuis. O terceiro, que veio da base, não apresentava um bom futebol até a chegada de Adílson. Não existia um cruzeirense que enchesse a boca para dizer “O lateral-direito do meu time é o Jonathan”. No fim do ano passado foi o considerado por toda mídia especializada o melhor lateral do Brasil. Ganhou o prêmio da CBF, a Bola de Prata, da revista Placar e foi o lateral da seleção do Campeonato Brasileiro. Peço desculpa ao Jonathan se tiver esquecido de algum prêmio.
Parabéns ao Adílson por trabalhar tão bem esses atletas. Mas a torcida quer títulos. O técnico sustenta seu cargo, por um longo tempo, com dois feitos: Classificar para a Copa Libertadores e Ganhar do Atlético. Mas o que isso vale de verdade?
Em três temporadas no Clube Celeste, o treinador conquistou dois Campeonatos Mineiros e nada mais. Isso era o mínimo que a torcida esperava.
A Libertadores já era, mais uma vez. O Campeonato Mineiro foi preterido justamente para se conquistar a competição continental. O planejamento era de ganhar, mas como disse e sempre diz o próprio treinador “Não foi possível”.
Tomando emprestado uma idéia do mestre Carlos Drummond de Andrade, eu pergunto ao Perrella o que toda a torcida quer saber.
E agora Zezé?
Será mais uma temporada com o famoso “Não foi possível”?
“Vamos Aguardar”, como costuma dizer o próprio Adílson.