Quando Juca Show brilhava nos campos como um dos maiores jogadores que já passaram por aqui, eu ainda nem era nascida. E quando pediram para ele maneirar, também eu não fazia nem ideia de que um dia viveria em Minas Gerais e torceria para o América.
Pois bem, tive a felicidade de morar em Belo Horizonte e aprender a admirar e amar este clube, que tantas alegrias me dá. Pouco me importava se estava na série A, B ou C, o que importa é que é ali, no meio daquela torcida, que eu me sinto bem. É ali que me acontece aquele arrepio de cima em baixo.
Admirar e amar envolvem conhecer a sua história. Cada capítulo tem um sabor especial, que só quem é americano sabe sentir. Juca Show é um capítulo inteiro deste livro que continuamos a escrever. O homem, o mito, o cérebro do América de 1973.
Homenageado na despedida do América do Mineirão em 2010, tem seus pés na Calçada da Fama daquele estádio. Na sua humildade correspondia ao amor que toda a nação americana tem por ele: “Tenho muito que agradecer ao América, que não se esquece de mim.”
E a gente não esquece mesmo não, Juca. Um sujeito como você, que só nos fez e faz ter mais orgulho do Coelho, não poderia nunca ficar de fora de cada festa, cada conquista. Cada braço erguido no meio da torcida, cada voz ao gritar “Coelho!” também fala o seu nome.
Morre o homem, o José Aparecido da Conceição. Mas o Juca fica. Porque o Show tem que continuar.