TEMOS PROBLEMAS
A partida contra o Inter nos deu uma espécie de choque de realidade. Passada a euforia que envolvia nossa volta a elite do futebol brasileiro, nos deparamos com o mundo real após os três primeiros jogos. Nesse mundo real, que se descortinou, aparecem alguns problemas, notadamente aqueles relacionados a qualidade do plantel e ao esquema de jogo adotado. Quanto as contratações (11 no total) podemos dizer que alguns dos novos jogadores ainda não justificaram o investimento. No meio campo, por exemplo, Gláuber e Amaral ainda não mostraram um futebol que justifique a titularidade em um time de primeira divisão. É bem verdade que Gláuber só atuou uma vez, mas de forma tão sofrível que somos levados a pensar que esse não pode ser o homem de confiança da marcação. A lateral esquerda apresentou o Carleto que no primeiro jogo mostrou disposição para o apoio ao ataque, mas que na partida contra o Inter não apoiou e nem defendeu, fazendo ainda um pênalti não assinalado pelo árbitro. Das novas aquisições tem causado boa impressão o Rodriguinho. Atuou bem contra o Bahia, andou meio sumido contra o Vasco, mas voltou a atuar bem contra o Inter, lançando, tabelando e fazendo um golaço, como chuta bem o cara.
O outro problema explicitado nesse início do campeonato está na formação tática da equipe. No 4-3-3 os volantes ficaram totalmente perdidos na marcação, principalmente na subida dos laterais, quando os atacantes adversários aproveitaram a falta de cobertura para balançar as redes americanas.
Nossa zaga está totalmente desentrosada e ainda conta com falhas individuais bisonhas que não se podem cometer contra adversários minimamente gabaritados. O ataque precisa de uma mexida urgente, não estou vendo muita graça nessa dupla formada por Fábio Júnior e Eliandro, o Alessandro parece ter lugar nesse time.
Pelos resultado parece que a mudança de esquema é imperiosa, fica a dúvida 3-5-2 ou 4-4-2. No primeiro jogaríamos com três zagueiros e dois volantes uma armador e dois atacantes. Parece interessante desde que a subida dos alas seja bem coberta. No segundo poderíamos jogar com dois armadores: Rodriguinho e Netinho? Eu particularmente acho que poderíamos jogar com dois zagueiros dois laterais, três volantes (por via das dúvidas) , o Netinho, como armador, e o Rodriguinho um pouco recuado mas chegando no ataque com o Alessandro. Sendo que o último ficaria mais próximo da área adversária ou arrematando ou propiciando condições para os chutes de seu companheiro de setor.
Conjunturas e cornetadas a parte o fato é que o aproveitamento do time começa a incomodar. Em virtude disso começa uma maior pressão da torcida pela saída do Mauro
Fernandes . Os motivos para isso vão da “teimosia” em manter o esquema 4-3-3 até a não escalação de jogadores da base. Acho que se continuarmos colhendo maus resultados , naturalmente o Mauro Fernandes não fica, e se essa campanha estiver sendo feita no esquema acima citado, o próximo técnico o mudará. Ficará o desafio de tirar do elenco o que ele tem de bom para um melhor rendimento no decorrer da competição. Quanto ao aproveitamento da base tenho dúvidas de que um novo técnico a privilegie em detrimento dos jogadores de confiança que todo técnico leva onde vai.
Próximo jogo Avaí, time mediano contra o qual temos que ganhar já que times dessa categoria estarão lutando pelos mesmos objetivos nossos seja a sul americana ou contra o rebaixamento.
Saudações americanas
Elias José (eliasjlf@ig.com.br)