Que o mundo do futebol é fascinante para o torcedor e a torcedora que vibra isso não resta a menor dúvida. Torcer e se emocionar com seu clube faz parte da já conhecida rotina dos amantes desse popular esporte.
Mas as pessoas que acompanham o futebol dentro das quatro linhas não imaginam o quanto um atleta tem que se dedicar pra representar um clube profissionalmente. Com grandes desafios e adaptações que precisam ser feitas, um dos grandes obstáculos para esses boleiros que iniciam a carreira na categoria de base é ter que se afastar da família.
Em todo o Brasil, um grande número de atletas passa por esse desafio. E em Minas Gerais não é diferente. Ainda muito cedo, quando imaginamos que um adolescente deve se dedicar aos estudos e aproveitar esta fase da vida, os aspirantes a ídolos abrem mão de tudo e se vêem desafiando situações nunca antes imaginadas. “Precisamos manter a humildade e matar um leão a cada treino”, comenta Fernando Pavão, jogador da equipe júnior do Atlético mineiro.
Nascido em Paranhos-MS, e há algum tempo morando no C.T. do Atlético Mineiro, o jovem saiu de casa aos 13 anos para morar em Londrina, no alojamento de um clube, e conta que passou por dificuldades vivendo longe das pessoas que ama.
Perguntado se já tinha pensado em desistir, Fernando disse que sim. Mas não desistiu devido ao apoio que teve da família. A vontade de se tornar um jogador profissional supera todos os obstáculos, mas em contrapartida essa distancia propicia um amadurecimento mais rápido.
Assim como ele, diversos “Fernandos” surgem diariamente pelo Brasil. Uns brilham e conquistam seu objetivo. Outros voltam pra casa, levando a experiência e as boas lembranças conquistadas no clube.
(Colaborou na matéria Gustavo Lúcio)