Ainda em fase de preparação para a Copa do Mundo de 1986, o então técnico da seleção brasileira de futebol, Telê Santana, veio a Belo Horizonte observar o jovem ponta esquerda do Atlético Mineiro, Edivaldo.
Era uma época em que o chefe do escrete canarinho ia aos estádios no Brasil para acompanhar os grandes jogos. Edivaldo na ocasião não fez uma boa partida e então a imprensa questionou Telê: “O que o senhor achou da atuação de Edivaldo? “Então ele respondeu: “Não foi bem, mas já vi o meu camisa 5 para a Copa”. Este meio campista era Elzo, que viria a ser titular na Copa do Mundo, apesar de todo nariz torcido da imprensa do Rio e de São Paulo.
Fiz esta introdução que me lembro quando era criança, começando a acompanhar tudo de futebol, para falar do jogo do Galo contra o Grêmio Prudente, ocorrida nesta quarta-feira, dia 4, pela Copa Sulamericana. Não precisa ter o olho clinico de Telê para dizer que o que o Atlético apresentou está longe de ser o futebol dos tempos do mestre de camisa vermelha.
Mais uma vez o time foi desorganizado, os zagueiros perdem quase todas no mano a mano, os volantes não desarmam, os meias não criam e o ataque não finaliza nada bem. Mas o que mais preocupa é a falta de conversa entre os jogadores dentro de campo. A maioria deles estão sempre com o semblante nervoso e às vezes as câmeras pescam diálogos mais ríspidos. É preocupante esta situação do Galo. Alto investimento, o melhor CT do país, bom elenco, comissão técnica vencedora, mas o carro não engrena de jeito nenhum.
Tomara que o fantasma da tal SeleGalo de 1994 não esteja rondando as Colinas de Lourdes. É até chato dizer que a torcida não merece isso, pois todos já falam, mas alguma coisa precisa ser feita. Pelo menos um esclarecimento do que está acontecendo entre os jogadores.
Diego Souza com a camisa 1 é querer rachar o elenco. Em um esporte coletivo, não existe o pior e o melhor, todos devem tratamento igual.
Salve Telê Santana!!