Enfim, voltamos a conquistar a América.
Em 2010 o Inter de Porto Alegre fez o que o rival Grêmio, Fluminense e Cruzeiro poderiam ter feito. Todos eles jogaram a última partida em casa, com o apoio de seus torcedores e sem precisar de um placar absurdo para ficar com a taça, a não ser o Grêmio em 2007, que saiu perdendo por 3 a 0 para o Boca Juniors e veio para o segundo jogo com a missão quase impossível. Acabou perdendo o segundo jogo também e o título ficou com os argentinos.
Em 2008, o Fluminense chegou como favorito à final. Perdeu a primeira partida por 4 a 2 para a LDU, time com bons jogadores, mas sem grande destaque no futebol. O time carioca, empurrado pela torcida, venceu o segundo jogo por 3 a 1 e deixou a taça escapar na disputa de pênaltis.
No ano seguinte, o futebol de Minas voltou a ser destaque na América. O Cruzeiro chegou a final com méritos. Contra o Estudiantes, na primeira partida, Fábio se destacou e segurou o 0 a 0. Kléber poderia ter trazido a vantagem se tivesse feito um gol daqueles que "até minha mãe faria". O segundo jogo foi marcado pelo clima de festa em Belo Horizonte. E de fato, a festa já era esperada por grande parte da imprensa, não só Mineira, como Brasileira. O placar mínimo de 1 a 0 daria o tri-campeonato ao Cruzeiro. Faltou avisar ao argentino Verón, que em 2 lances derrubou o Cruzeiro. Na verdade, 3 lances. No primeiro deles, derrubou Ramires, principal jogador do meio campo celeste. A derrota por 2 a 1, de virada até hoje não saiu das lembranças do cruzeirenses.
2007, 2008 e 2009. Três anos, três decisões em casa e três decepções. Estaria o Inter amaldiçoado por alguma "praga de argentino" ou coisa do tipo?
A considerar a fase final, o time de Porto Alegre não teve dificuldades. No primeiro jogo, o Chivas entrou desligado e por mais que tenha feito o primeiro gol da partida, não ameaçou a meta do goleiro Renan. O Inter, quando resolveu jogar, virou a partida e trouxe o 2x1 pro jogo de volta.
Mas a tal "praga" ainda teimava em assustar. Tanto que o Chivas abriu o placar no jogo decisivo. O 1 a 0 levaria a decisão para a prorrogação. Foi quando o time brasileiro deu um chega pra lá na maldição e colocou nosso futebol no topo das Américas com a vitória por 3 a 2 sobre os mexicanos.
Parabéns ao Inter.
Parabéns à diretoria que reforçou a equipe com jogadores como Tinga e Rafael Sóbis (citar Renan como reforço seria absurdo, pelas falhas nos jogos da Libertadores). Parabéns à torcida que mesmo perdendo, gritou e incentivou o time. E parabéns ao grupo de jogadores.
Que o Internacional 2010 sirva de exemplo para nossos clubes e quem sabe, em 2011, o futebol de Minas não tenha um representante vencedor no maior torneio do Continente.
Nota: O futebol de Minas conquistou um lugar de destaque na Libertadores 2010. Thiago Ribeiro terminou a competição como artilheiro, com 8 gols marcados.