Sobre as perspectivas do América no próximo clássico podemos falar de muitas coisas uma das quais as possibilidades de esquemas táticos. Poderíamos jogar no 4-3-3 com três volantes fixos, Dudu, Leandro Ferreira e Nando. Poder-se-ia optar pelo 3-5-2 o esquema que deu bons resultado na série B 2010 ou continuaríamos no 4-4-2 o que , a meu ver , seria temerário, já que estaríamos mais vulneráveis no meio. Se eu fosse aqui defender um esquema eu defenderia o 4-3-3. Pela possibilidade que oferece de ter uma defesa sólida e ter um ataque consistente.
Mas para além dos esquemas táticos existe um fator interessante e que merece ser discutido..
Reparem que quando chega a hora da disputa de um clássico envolvendo Atlético e América é inevitável que se crie uma expectativa de que o favoritismo é do time alvinegro. Esse clima contagia torcedores , imprensa e não raras vezes até a arbitragem que em lances duvidosos sempre apita a favor de nosso rival.
Se olharmos para os dois times que protagonizarão o clássico podermos notar que time por time, aí entendido valores individuais, o Atlético tem maiores possibilidades de vitória. O América, é verdade, tem uma base boa de entrosamento , herdado de 2010 o que implica também algumas deficiências que vieram desse período.
Há , porém uma retrospectiva interessante: em 2009 , primeiro jogo do campeonato mineiro empatamos e quase ganhamos , não fosse o incrível gol perdido pelo Chico Marcelo (alguém se lembra?). Em 2010 começamos até ganhando mas cedemos o empate. Nesse mesmo ano fizemos dois memoráveis jogos contra o rival e fomos prejudicados pela arbitragem que na dúvida deu ganhos ao Galo.
O que ficou caracterizado ou marcante nesses últimos jogos foi a garra e vontade de ganhar apresentado pelos jogadores de nossa equipe. Talvez seja esse o caminho: o clássico tem que ser encarado como clássico. Nossa equipe tem que encarnar o mesmo espírito que mostrávamos no antigo clássico das multidões. Tempo em que não havia o clima de favoritismo alvinegro e que ganhar do galo era coisa natural. Vamos ter consciência de que lutamos para alcançar uma posição entre os grandes do futebol brasileiro e isso implica ganhar clássicos o que dá visibilidade ao time.
È claro que nosso técnico tem que avaliar o esquema tático adequado para enfrentar esse difícil compromisso, Mas muito mais que orientar taticamente o time é necessário que nosso “professor!” motive a equipe em direção a vitória.
De nossa parte, a torcida, estaremos lá como visitantes, mas com muita disposição para empurrar o time em direção a um grande resultado no confronto do dia 27
Elias José (eliasjlf@ig.com.br)