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O Cruzeiro foi melhor! Precisava do juiz?
Inegável a superioridade azul, assim como os erros do juiz.

"Clássico é decidido nos detalhes". Frase quase tão clichê quanto "futebol é uma caixinha de surpresas". Pois houve dois detalhes determinantes para sacramentar a vitória azul.

Óbvio, todo mundo já sabe que o primeiro gol do Cruzeiro foi irregular. Impedimento fácil de marcar numa jogada de bola parada. Era final do primeiro tempo e se o América levasse 1x0 pro vestiário o caldo poderia engrossar pro Cruzeiro na segunda etapa.

Talvez tenha caído no esquecimento, mas o início do primeiro tempo foi marcado por reclamações excessivas dos jogadores do Cruzeiro sobre a forte marcação americana. Roger e Montillo chegaram a irritar o árbitro que distribuiu cartões, 3, pro time azul. Roger, indignado, ganhou um amarelinho. Mas a pressão funcionou!

Mais tarde o mesmo Roger, já irritado pela marcação cerrada que recebia, resolveu dar o trôco numa falta desleal por trás! O juiz correu e meteu a mão no cartão! Mas aí quem amarelou foi o próprio juiz ao ver que teria de expulsar o maestro do time azul! Olhou pro cartão e guardou novamente no bolso numa cena constrangedora até pro narrador da TV.

Pergunta: a expulsão do Roger não teria feito diferença no resultado da partida? Talvez não, já que Jean e Silvy foram abaixo da crítica e a contusão de Dudu abriu o espaço que o Montillo precisava pra desempatar.

De toda forma, é sempre importante registrar que o América é sim, inexoravelmente prejudicado pela arbitragem mineira. Sempre. Sempre. Sem-pre. Se quiser ganhar, tem que fazer como no clássico anterior: ganhar do juiz também. E ponto final. São "detalhes" que decidem um clássico.

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Data e Hora em que foi cadastrado Terça, 29/03/2011 às 20:29:19


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