Como não quero mais saber do campeonato brasileiro deste ano, já comecei a verificar o do ano que vem. Isso por que sou um amante do futebol e torço para que o campeão seja o time que jogar melhor e não o que... ah! você sabe.
A primeira divisão de 2011 parece que vai ser mais emocionante, ou pelo menos mais democrática, tomando como base os clubes que estão entre os quatro primeiros da série B nessa semana no lugar dos quatro da zona de rebaixamento da série A.
São eles: Fluminense, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Atlético-PR, Botafogo, Santos, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Ceará, Flamengo, Atlético-MG, Atlético-GO, Avaí, Coritiba, Bahia, Figueirense e América-MG.
Ainda podem ocorrer mudanças no grupo que vai cair da série A - cinco equipes ainda fogem de duas posições incômodas. Na série B, o América-MG ainda não está matematicamente classificado e disputa a última vaga de acesso com a Portuguesa.
Mas o fato que chama a atenção nessa classificação atual é que o número de paulistas pode ser o menor na era de pontos corridos - das sete edições disputadas, eles ganharam cinco e ainda podem ser campeões esse ano com o Corinthians. Mais ainda, o número de times de São Paulo pode ser o menor da história dos campeonatos nacionais, apenas quatro (em 2000, esse número chegou a oito). Isso se o Coelho fizer a sua parte e não deixar a Portuguesa subir.
Para completar a disputa, quatro cariocas, três mineiros, dois gaúchos, dois catarinenses, dois paranaenses, um cearense, um goiano e um baiano (espero que o Vitória não confirme a queda e fiquem dois baianos). É quase uma Copa do Brasil com pontos corridos.
O fato negativo é que times de Pernambuco, do Pará - que fizeram parte durante muito tempo - e de outros estados do Norte e Nordeste não conseguem mais participar da elite do futebol brasileiro.
Quanto aos times mineiros, é o momento de voltar a ganhar. Os títulos de 1971 (Atlético) e 2003 (Cruzeiro) estão aquém da estrutura dos dois clubes e do tamanho da representação de Minas. Basta comparar com os gaúchos que tem mais ou menos a mesma estrutura e número de participantes e já somam cinco títulos (três do Inter e dois do Grêmio).