O AMÉRICA: TIME DE UM TEMPO SÓ?
Elias Freitas
Se tirarmos os jogos contra o Vasco, Fluminense e Palmeiras poderemos chegar à conclusão de que o que se fala, e já virou lugar comum nas análises das atuações do América, está correto. Estou falando do fato de atuarmos bem apenas em um tempo e em circunstâncias piores apenas em alguns minutos. Se repararmos bem veremos que o América, apesar de levar algum sufoco inicial, nos primeiros 15 minutos, acaba por equilibrar o jogo , encara , vai para cima com organização tática e, muitas vezes, sai na frente no placar. Assim foi em jogos teoricamente mais fáceis contra o Atlético GO em casa e também contra o Avaí em nosso terreno. Também tem acontecido em jogos contra os chamados grandes, Botafogo e Flamengo, por exemplo.
O grande pesadelo vem no segundo tempo quando os adversários em desvantagem mudam esquemas, reorganizam o time e exigem do América uma resposta. Acontece aí um dos problemas que, a meu ver, tem favorecido alguns maus resultados, quando tínhamos o “jogo nas mãos”: as substituições equivocadas do técnico Givanildo. No jogo contra o Atlético GO o treinador adversário colocou um jogador para atuar nas costas do Marcos Rocha, O Givanildo não “percebeu” isso, não reforçou a marcação e nem, ao que parece, reorientou seus jogadores. O resultado , todos sabem, foi um desastre que fez com que fechássemos o primeiro turno mais lanternas do que nunca.
O jogo contra o Avaí mostrou mais claramente essas deficiências quando nosso adversário reforçou o ataque com mais jogadores que atuavam do meio para frente e nós trocamos um meia por outro, deixando um buraco no meio-campo, além de tirarmos o atacante que dava mostras de que poderia matar a partida.
Contra o Botafogo tivemos um pecado mortal, não culpo o técnico pelo recuo, mas pelas falta de jogadas de contra ataques. Parecia que o América não esperava sair na frente e quando isso aconteceu, não sabia o que fazer em termos táticos. Já contra o Flamengo houve uma substituição que até agora não se explicou, saiu Kempes nosso atacante mais eficaz na partida para entrada de Irênio que no jogo não armou nem marcou, mais uma vez não reforçamos a marcação quando o Luxa encheu o rubro-negro de atacantes, resultado….
Quem acompanha futebol sabe que nas quatro linhas o jogo é dinâmico e diante disso há que se estar preparado para uma leitura correta da partida com substituições acertadas e até quem sabe, mudança no esquema tático. As últimas atuações do América tem mostrado que o time começa bem armado e bem postado (mérito do técnico, bom que se diga) mas isso acaba não se sustentando pelo fato de errarmos nas substituições, fruto de uma leitura equivocada do que acontece em campo.
Faltam onze jogos e temos 5% de chances de permanecermos na A o que parece ser mais uma probabilidade matemática, mas não deixa de ser uma probabilidade. Há que se agarrar a ela, mas erros têm que ser corrigidos.
Saudações americanas (eliasjlf@ig.com.br)