Clubes
Brasil
Tupi
URT
Competições
Colunistas
Rudnei
Publicidade
Mercado da Bola

Ontem, recebi a informação de que Kléber, o “gladiador”, já é do Palmeiras (sintam o drama) por três milhões de Euros (coisa de R$ seis milhões e 600 mil). E que Fábio Santos, o “vida louca”, está praticamente de partida para a Lazio. E hoje, veio a confirmação da ida de Adilson Batista para o Internacional, além da suposta despedida de Fábio do Mineirão (ainda a apurar para onde ele iria, mas, possivelmente, quando a Copa do Mundo acabar, não veremos mais Fábio ser o guarda-metas alvi-celeste). Sem falar na vinda de Corrêa, que agora está na Cidade do Galo, para a Toca da Raposa.

Alguns podem perguntar: a instituição Cruzeiro Esporte Clube virou baderna? Bagunça? Estão acabando com o clube? Calma, gente! Não cheguemos a tanto (pelo menos não ainda). Acreditem, esse é um processo completamente natural, tendo em vista os últimos acontecimentos, e a logística sob a qual a economia do nosso futebol funciona. 

Não é segredo para ninguém a carência de títulos expressivos pela qual o Cruzeiro passa (o último foi o inesquecível título Brasileiro de 2003, depois de um jejum de 36 anos), e que, sem títulos, no Brasil, nenhuma equipe sobrevive. O elenco atual está montado a coisa de um ano e pouco, e tudo que foi conquistado foi o Mineiro do ano passado (já foi o tempo em que título estadual valia de algo). E uma das principais fontes de manutenção de um elenco, sem dúvida alguma, é título. De preferência, um que engrandeça o histórico do clube. 

Depois das idas de Marcelo Moreno e Guilherme, em 2008, nenhuma grande venda foi feita por parte da diretoria. E, entre cotas de TV e patrocínios, outra fonte rentável de grana para os cofres de qualquer clube, seja ele grande ou pequeno, é venda de jogador. E, sem grandes conquistas, e sem grandes negociações feitas, em algum momento ficaria insustentável manter o atual elenco. Resultado: venda de jogador, sobretudo os mais representativos. 

É um raciocínio cruel, sobretudo para a cabeça daquele torcedor mais alheio a essa maquinaria capitalista que rege o nosso futebol. E que, aos poucos, fica órfão de seus grandes ídolos. Gente que aprendeu a admirar, a gostar, e a torcer. Mas a impressão que fica, acima de tudo, é de um trabalho bem-feito, porém inglório. Provavelmente, se realmente a negociação for verdadeira, Kléber entrará naquela triste lista que tembém tem Marcelo Moreno, Guilherme e tantos outros: a dos ídolos que não ganharam coisa alguma. 

Muitas críticas haverão de serem feitas, principalmente em cima da diretoria, acusada de “n” coisas por boa parte da torcida. Mas, pelo menos desta vez, não dá para culpá-la. Ela conseguiu a proeza (em solo brazuca, e para a magnitude que a marca Cruzeiro Esporte Clube possui, é proeza sim) de manter o mesmo elenco que não ganhou nada por praticamente um ano e meio. A título de comparação, até mesmo o tricampeão nacional São Paulo sente a necessidade de vender pelo menos um jogador por ano, e chegou a ter prejuízos que beiravam os R$ 600 milhões (se a cifra tiver muito alta, não se assutem) por querer manter rigorosamente a mesma equipe. 

Infelizmente, times de futebol têm prazo de validade, e o time atual do Cruzeiro... já passou do prazo.

Visualizações Visualizações: 740  
Data e Hora em que foi cadastrado Quinta, 03/06/2010 às 10:34:40


Próximos jogos
Últimos Jogos
Cruzeiro
Uberaba
3 2
Tupi
Atlético-MG
0 0
América-MG
Guarani
0 4
Villa Nova
Nacional-NS
0 2
BOA Esporte
Caldense
1 0
América-TO
Democrata
2 0


42 Publicidade