MAIS DO MESMO NA VIDA DO AMÉRICA
Em alguns dos últimos jogos do América tem sido marcante o fato da irregularidade dentro dos 90 minutos de partida. Nessas ocasiões o América joga bem um tempo marca gols , mas não consegue segurar o placar. Tanto pior quando perde pontos, em casa, contra adversários estratégicos na luta contra o rebaixamento. A primeira coisa que vem a cabeça do torcedor, ao apontar motivos para esses episódios, é a falta de preparo físico. Sem dúvida é notório que jogadores como Rodriguinho parecem , mesmo, não suportar manter o ritmo durante todo o jogo o que compromete todo o esquema tático da equipe uma vez que seria ele nosso único armador em campo.
Há , porém, um problema que , embora não muito comentado , tem estado presente e que ficou muito claro no último jogo contra o Avaí:a leitura de jogo equivocada feita pelo técnico. No jogo contra o Atlético GO o técnico adversário posicionou peças nas costas de nossos alas que não tiveram cobertura e o resultado todos sabem. No último jogo tivemos mais uma vez, no segundo tempo, o cansaço de nosso meia e problemas no meio-campo, advindos das substituições feitas pelo treinador adversário. Talvez o mais correto fosse reforçar a marcação naquele setor colocando ali um volante que acompanhasse o Lincoln, principal mentor das jogadas mais perigosas do time de Floripa, o que não foi feito. Diriam alguns torcedores que o banco de reservas do time não oferece opções, mas há que se lembrar que quem relaciona a regra três é o técnico e cabe a ele escolher os melhores do plantel tendo em vista as várias situações que podem acontecer durante o jogo.
Todos sabem das limitações do elenco do América , mas não se pode esquecer que alguns times em melhor situação que a nossa também tem deficiências nesse quesito. Talvez a diferença esteja na orientação tática que consegue dar conjunto a essas equipes e tirar delas o que de melhor podem oferecer. No caso do Coelho tivemos três técnicos que não conseguiram até o momento, dotar o time de uma eficácia que resulte numa tão sonhada regularidade. Sobre Givanildo não se esperava dele grandes mudanças táticas ou mirabolantes jogadas ensaiadas, mas também não se esperava dele a incidência em erros primários resultantes de leituras de jogos equivocadas. Errar em uma série c é uma coisa , errar em uma série A é outra. Pela falta de qualidade dos adversários na terceira divisão, você pode até manter um resultado mesmo com substituições equivocadas, mas numa série A isso é fatal. O que é mais preocupante nisso tudo é que toda aquela motivação e confiança que vieram com ele e contagiaram o plantel, podem simplesmente desaparecer diante da persistência dos maus resultados.
Apesar dos percalços ainda há esperanças notadamente pelo fato de o campeonato estar com um nível bem baixo. Mas é preciso dar uma arrancada passar logo a segunda, terceira e quarta marcha e manter uma aceleração na quinta para que possamos passar a lanterna para alguém e aspiremos estar fora do fatídico Z4. Que seja contra o Cruzeiro o início desse processo.
Saudações americanas
Elias Freitas (eliasjlf@ig.com.br)