O futebol é sem duvida nenhuma uma das maiores paixões dos brasileiros. Presente como um dos principais assuntos em rodas de amigos, também faz parte do sonho dos garotos que buscam oportunidades, seja em escolinhas ou testes realizados pelos clubes pelo país. Vale tudo em nome do sonho, num cenário onde nem sempre há lugar para todos...
E nem é difícil encontrarmos alguém que ficou pra trás em alguma “peneirada”, como no caso do paulista Gilberto Araujo, que aos 24 anos joga em um time amador e ainda sonha com uma oportunidade: “Fiz teste em vários lugares, dos 10 até os 17 anos, e acabei sendo descartado na maioria deles, mesmo sendo muito elogiado por minha habilidade e rapidez em campo.” - lembra o rapaz, que atribui as dispensas ao fato de não ter um “padrinho” ou por ser morador de uma comunidade pobre.
Num esporte em que o atleta tem uma vida profissional muito curta, e abre mão de muitas coisas em busca do sucesso, é possível notar que as desigualdades existem e determinam o futuro da maioria dos atletas.
“Hoje se o jogador não tiver empresário o caminho se torna bem mais difícil e longo, mesmo tendo talento e bom preparo físico. E até a valorização dos novos técnicos é relativa... Poucos realmente têm oportunidades, pois os grandes times sempre investem nos mais conhecidos. – comenta o ex-zagueiro do São Paulo, Samuel Esteves, que em 2006 iniciou sua carreira como treinador no “The Strongerts” da Bolívia e hoje procura uma oportunidade entre os clubes brasileiros.
Sucesso de público, e paixão de muitos, a bola segue rolando no imenso tapete verde do país tupiniquim, colocando dentro das quatro linhas uma das características mais marcantes do país que é sede da próxima Copa do Mundo. Cantemos então: "Quem não sonhou em ser um jogador de futebol..."