O que Fórmula 1 e futebol tem a ver? Nada. O primeiro, para muitos, nem é considerado esporte. O outro é o “esporte”. Um é considerado elitista, tanto para quem o pratica, quanto para quem o acompanha. Futebol é o oposto.
Mas chega de dizer coisas óbvias e vamos para o assunto a ser tratado. Recentemente, mais uma vez em casa ouvindo disco de vinil e tomando uma cerveja, vasculhei as minhas quinquilharias e achei um álbum de figurinhas da temporada de Fórmula 1 – o ano era de 1987 e o título na ocasião fora conquistado por Nelson Piquet, meu piloto favorito.
As escuderias tinham sempre dois bons pilotos que quase se matavam nas pistas para conquistar a vitória. Não é essa baboseira de hoje. Os exemplos mais clássicos são Nigel Mansell e Piquet, ambos da Willians, e Alain Prost e Senna, da Mclaren.
Imagine você, um chefe de equipe pedindo ao Piquet para dar passagem ao Mansell. O “Limão”, como era conhecido pelo seu temperamento, não só venceria a prova como quebraria o cockpit da escuderia. Os dois travavam verdadeiros duelos nos bastidores, com boatos inclusive de adultério com a mulher de um com o outro.
Falar de Prost e Senna é redundância. Juntos possuem 7 títulos mundiais. Eram grandes rivais dentro das pistas e tratavam duelos históricos. Para os maiores especialistas de automobilismo, foram os melhores de todos os tempos, superando o alemão Schumacher.
E por falar do alemão, poucos se lembram que ele foi bi campeão mundial pela Benetton. Equipe mediana. A Ferrari, a tecnologia de ponta e o carrão, vieram depois. Caso parecido de Piquet, que foi campeão a primeira vez com uma Brabham.
Mas revendo fotos de pilotos e carros, peguei a foto histórica em que Mansell, Prost, Piquet e Senna estão abraçados em uma mureta de uma pista. Esta foto foi tirada no GP da Austrália de 1986.
Bons tempos. Hoje a F1 não encanta, simplesmente desencanta. São pilotos bons moços, politicamente corretos, fazem o que está no script da equipe e vendem a imagem de ricos e bem sucedidos. E claro, não chegam nem aos pés dos pilotos de antes.
Aí chego faço a relação com o futebol e os álbuns de figurinha que fico vendo e viajando. Os álbuns que tenho da década de 80 mostram também jogadores muito melhores do que hoje, tinham mais personalidade e ficavam nos seus clubes por quase uma carreira inteira. Pobres torcedores e admiradores de F1.