Meus caros amigos, quantas vezes as nossas mamães, titias e vovós cantavam pra gente dormir esta música: "era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...".
Mais uma vez faço uma lúdica comparação de alguns versos e obras com a atual situação do glorioso Clube Atlético Mineiro.
Salários em dia, contratações de impacto (muitos dizem por aí, dando até chapéu no rico rival), treinador vencedor, presidente atuante e uma casa linda, o melhor CT do país – conforme séria pesquisa feita pela Universidade Federal de Viçosa e o canal Sportv.
De que adianta tudo isso se o time não consegue uma troca de passe do meio campo ao ataque com eficiência? Digo do meio campo! Quem sou eu pra exigir da sua própria defesa até a área adversária. O Atlético parece que se desgarrou de sua história. Vejam um exemplo:
Juntamente com as suas cores, com o seu mascote e com a sua torcida, um dos maiores símbolos do Atlético é a raça. E isso se personificou na sua história em jogadores que vestiram a camisa 5: Zé do Monte, Vanderlei, Toninho Cerezo, Chicão, Elzo, Éder Lopes, Doriva, Gallo e Gilberto Silva. O Galo não consegue ter um camisa 5 que conduza seus companheiros há anos.
Assim como o Cruzeiro teve grandes camisas 10, o Fluminense teve grandes goleiros, o Botafogo teve grandes pontas, o Atlético sempre teve a tradição do Camisa 5. Aquele homem que corria o campo todo, era duro quando preciso e estiloso quando tinha a oportunidade.
Além disso, quero dizer que não basta ter bons empregados, com salários em dia, casa linda e arrumada se os resultados não estão vindo. Alguma coisa na estrutura deste imóvel está ruindo e a torcida não aguenta mais.
Vice-lanterna após mais uma derrota, desta vez para o bom time do Inter, é uma posição não merecida para a torcida, mas merecida para um time que parece juvenil: não tem confiança, erra passes demais e bate cabeça toda hora. O primeiro gol do Inter reflete o que é o Galo hoje.
A cidade do Galo realmente está uma casa muito engraçada...