“Por que você me deixa tão solto? por que você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho! Não sou, nem quero ser o seu dono, mas um carinho às vezes cai bem” (Composição: Peninha)
Com três vitórias seguidas e cinco rodadas sem perder, o Cruzeiro já figura entre os melhores do campeonato brasileiro e apresenta um futebol consistente e objetivo. Mas o lado azul de Minas tem um comportamento bem diferente do principal rival. Considerada a sexta maior torcida do país e a primeira do Estado, a “china azul” parece não se empolgar com a situação do time na competição nacional. Não seria exigência demais?
Concordo com os que dizem que é bom manter os pés no chão, mas não precisa exagerar. Se o campeonato por pontos corridos tem o seu grau de dificuldade por ser longo, nenhuma equipe se mantém regular por muito tempo. Basta lembrar do brasileirão 2009: o Flamengo foi campeão sem fazer muito esforço e cheio de problemas nos bastidores. Na realidade, o time carioca não ganhou, os outros que perderam.
O momento é de apoio total. Se não der para ir ao campo, pelo menos vista a camisa (não vou dizer para seguir o exemplo da torcida adversária, mas seria bom) e mostre otimismo. Não quero prever nada, mas o time tem mostrado que pode conseguir um lugar ao sol.
“Por que você me deixa tão solto? por que você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho! Não sou, nem quero ser o seu dono, mas um carinho às vezes cai bem”.
(Caro leitor, semana passada escrevi sobre a torcida do Galo e pretendo continuar na próxima semana falando sobre a torcida do América e, para isso, acho que vou precisar de muita ajuda. Meu e-mail é fransisnei@futeboldeminas.com.br)