No mês de abril deste ano, ao final da primeira fase da Copa Libertadores, o Cruzeiro foi apelidado de “o Barcelona das Américas”. Será que a comparação prejudicou o desempenho do time? Elogios exagerados massageiam o ego e influenciam no comportamento de um indivíduo ou de um grupo?
Essas questões surgem (em minha cabeça) por causa o fraco desempenho da Raposa na segunda fase da competição continental e no início do Brasileirão. Indicado como um dos favoritos ao título, o time da Toca está na zona de rebaixamento após a quarta rodada do campeonato nacional.
Pode parecer superstição, mas algumas coincidencias precisam ser levadas em consideração.
Robinho chegou a ser comparado com Pelé no início da carreira. Lewis Hamilton com Airton Senna na Fórmula 1 e eu com Romário no futebol e com Renato Russo na música. A seleção brasileira escalada para a Copa de 2006 foi comparada com a de 1970.
A realidade é que Robinho nunca conseguiu ser o jogador principal das equipes em que jogou após o título de 2002 pelo Santos. Só é lembrado pelas pedaladas que quase sempre não levam a nada.
As semelhanças entre Hamilton e Senna ficaram no fato de serem campeões mundiais no primeiro ano em que atuaram pela McLaren. As ousadas ultrapassagens de 2007 já não fazem parte do cotidiano do piloto que, quando tenta forçar um pouco mais, causa acidentes e fica fora das disputas.
Sobre mim nem preciso comentar. Nem sou jogador de futebol e nem cantor.
Recuso-me a comentar sobre a Copa de 2006.
Mas e o Cruzeiro? Já está na hora de acordar e perceber que a comparação com o Barcelona foi por água abaixo. É preciso agir e reagir urgentemente. Procurar onde está o problema e dar solução enquanto há tempo.
Há quem diga que a solução é mandar o técnico embora (e se o Cuca ir?). A diretoria discorda e confia no treinador, acrescentando que não há problemas e que acredita na recuperação do time no campeonato. É esperar para ver.