Acompanhar o clássico em Uberlândia foi uma novidade.
Já trabalhei neste jogo em vários locais, mas no triângulo estreava.
Diziam que por lá as torcidas de equipes paulistas eram bem maiores, acho até que é verdade, a proximidade beneficia, mas vamos ser verdadeiros, nas ruas, no hotel, nos restaurantes todos mostraram um reconhecimento grande com todos nós profissionais da imprensa de Belo Horizonte que estivemos por lá.
Na chegada ao estádio era possível identificar os torcedores do Atlético, meio disfarçados, é verdade. Eram camisas de outras equipes, espalhados ao redor do Parque do Sabiá, sem muita proximidade, sem os chamados “bolinhos” não era bom chamar a atenção.
Culpa? Clássico de torcida única em um acordo que espero não seja mais pauta para as próximas temporadas.
Foi injusto demais ver neste Brasileirão os dois jogos sem uma ou outra torcida. Tirou o brilho daquilo que todos nós entendemos como Atlético X Cruzeiro ou Cruzeiro X Atlético, como queiram.
O torcedor tem que ser o privilegiado dessa festa e na maioria das vezes é o mais mal tratado.
E o jogo? Ah o jogo.
O líder e o ameaçado de rebaixamento agora frente a frente. Futebol é no campo. E foi lá mesmo, na ousadia do seu treinador que o Atlético fez um primeiro tempo de deixar qualquer líder tonto.
Foi logo matando a situação, velocidade, ofensividade. Os laterais sempre criticados passavam e chegavam. Irreconhecíveis!
Alias um clássico de situações bem diferentes. Em determinado momento, o novo ídolo Cruzeirense, a inspiração, a raça do time, tem a chance na cobrança de pênalti e aí... Cavadinha. A tentativa poderia ser de algo mais técnico e a bola subiu como um foguete.
Nossa!!! Era o grande jogador. Foi no respeito que a torcida se calou.
Já do outro lado Obina, o rei dos clássicos, pode ser chamado assim fazia três gols em noite inspirada.
Não é possível explicar muito bem onde o Cruzeiro perdeu o jogo. Podemos apresentar vários motivos, Cuca não teria sido ousado como em outros jogos, recebeu do mesmo veneno que tantas vezes se utilizou no Parque do Sabiá, levou o bote e aí com o adversário mais fechado teve que buscar o resultado e o tempo não esperou.
Vou me utilizar das próprias palavras do treinador do Cruzeiro, Cuca - “... futebol não tem justiça, tem merecimento. O Atlético mereceu.”