“Quem um dia irá dizer que existe razão para as coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão?” (Composição: Renato Russo, Dado Villa-lobos/renato Russo, Marcelo Bonfá)
Só um torcedor para entender outro torcedor. Ainda ontem ouvi atleticanos utilizando palavras impublicáveis contra os jogadores e o técnico do time alvinegro. Pessimismo total. As derrotas tiram o sono e levam os torcedores a ter pesadelos, lembrando a campanha do time de 2005, ano em que, pela primeira e única vez, a massa viu atônita, o Galo Forte Vingador ser rebaixado para a série B do campeonato brasileiro.
Mas bastou uma vitória sobre o lanterna do campeonato para reacender o fogo da paixão e do orgulho atleticano pelas ruas da capital. Hoje pela manhã, vi a camisa alvinegra em muitos lugares, cobrindo o peito de muitos corações apaixonados. Reacendeu-se a esperança. “Agora vai”, foi o que ouvi de alguns que comentavam sobre o jogo da noite passada.
Tentei argumentar com conhecidos que ainda não era hora de comemorar por causa da situação que o time ainda se encontra. Fui repreendido: “Ninguém quer saber de papo de comentarista; fica na sua!” Lembrei que a paixão não faz cálculos matemáticos, técnicos e táticos e não enxerga defeitos, só qualidades. Tudo bem: fiquei na minha.
Parafraseando o poeta da Legião Urbana: “quem um dia irá dizer que existe razão para as coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão?”.