ESTREIA. Como ajudo na manutenção da seção que diz respeito ao Funorte de Montes Claros e os seus assuntos afins, além colaborar esporadicamente com as entrevistas de jogadores, já faço parte do time do FUTEBOL DE MINAS desde maio. Isso começou a partir de um bate-papo virtual e informal com o Vinnícius Silva, o “pai da criança FM”.
MAIS. Agora, estou arriscando a pele, também, em uma coluna assinada, um pouco mais abrangente, mas com a qual esperamos também dar conta do recado, reforçando ainda mais o conceito que o FUTEBOLDEMINAS alcançou nesse seu primeiro ano de vida: uma equipe de novos talentos que, quase sempre, tira leite de pedra em busca de uma informação ímpar. Alea jacta est.
PESSIMISMO. Se a arbitragem nacional vai de mal a pior, o que dizer do apito mineiro, que não conseguiu emplacar um árbitro ou auxiliar sequer para qualquer um dez jogos da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro?
REFLETIU. Lastimável é pensar que isso seja reflexo da baixaria que imperou no último mineiro com a troca de ataques entre os comandos de Atlético e Cruzeiro sobre erros exagerados por eles mesmos, menosprezando os popularmente conhecidos como juízes e bandeirinhas. Se nem mesmo a FMF quis defender os apitadores como deveria, não vai ser agora que alguém vai comprar essa briga.
DOIS MOMENTOS. O curioso é que, nos jogos que o Funorte fez em casa no Módulo II deste ano, sinceramente, não vi nenhuma atuação comprometedora. O nível foi bom – daria nota a partir do 7,5. A ruindade estava nos times mesmo. Já na Taça Minas, a coisa foi bem menos animadora e abaixaram o nível.
EUTANÁSIA. O assunto já está cansativo, mas como é véspera de anúncio de tabela, que foi prometida pela FMF para esta sexta-feira, vale a pena comentar sobre a disputa do Campeonato Mineiro. Considero a fórmula aprovada como coisa de rico. O fim das quartas-de-final e a garantia de apenas quatro classificados ao final da primeira fase é, a meu ver, induzir à eutanásia os times pequenos.
SP SOUBE. A FPF fez justamente o contrário depois de assistir nos últimos dois anos o calvário dos grandes e, assim, no paulista do ano que vem, os oito primeiros colocados da primeira fase vão para as quartas-de-final. Sabe que, com uma competição mais longa, os pequenos têm tempo para planejamento e argumento para convencer patrocinadores em potencial. Sei lá, mas parece ser uma maneira de transformar os pequenos em médios.
MUNIÇÃO BAIXA. Já sem força nos bastidores, mesmo sendo a maioria, pelo menos sete clubes do interior de Minas têm vida útil de apenas quatro meses a cada ano. Não que falte ousadia, mas a limitação técnica e principalmente financeira vai impedir que briguem de igual para igual com o trio da Capital para chegar entre os quatro primeiros.
VÍCIO. Ou seja, teoricamente, vão se engolir por uma mísera vaga. Está de volta o círculo vicioso para induzir uma final capital x capital e o que é pior: com a eliminação de oito times de uma só vez após onze rodadas. Se o purgatório fosse uma casa, ganha não apenas uma puxadinho, mas sim, um andar superior com direito a cobertura.
COMUM. Quase onipresente nas camisas da Primeira Divisão de Minas, o banco BMG está negociando com a FMF e clubes para que seja um patrocinador em comum a partir de 2011. Atlético e Cruzeiro continuariam com suas cotas milionárias, enquanto os pequenos receberiam algo em torno de R$ 350 mil ao longo dos quatro meses de Campeonato Mineiro. Curiosamente, valor superior à tão badalada cota da TV Globo.