O presidente do Cruzeiro Zezé Perrela, figura ausente nesse Campeonato Brasileiro, resolveu aparecer na partida decisiva contra o Atlético-PR, na Arena do Jacaré. Em entrevista a Rádio Itatiaia, antes do jogo, falou sobre a atual situação do clube e tentou se esquivar da culpa pela grande crise que a equipe enfrenta: “Venderia todo mundo se fosse necessário, para não atrasar salários”, foi um dos argumentos usados pelo dirigente. Agora me pergunto por que um clube como o Cruzeiro, acostumado sempre a disputar títulos e a montar grandes elencos, de repente já não pode contratar nenhum grande nome e ainda tem que se desfazer dos bons jogadores que tem? O fato de esse ser o último ano do mandato do presidente será mera coincidência?
O torcedor é consciente e sabe que a situação financeira dos clubes brasileiros não é fácil, mas o que aconteceu esse ano no time estrelado não foram apenas negociatas comuns no mundo do futebol, mas sim um verdadeiro desmonte. O próprio presidente deixou escapar na mesma entrevista, que enfraqueceu a equipe, disse que já esperava que o Cruzeiro não tivesse condições de brigar pelo título, só não imaginava que o time ficaria numa situação tão complicada no Campeonato. Era evidente que depois do desmonte só restaria para a Raposa tentar lutar contra a vergonha do Rebaixamento, parece que só para o dirigente isso ainda não estava claro, talvez a sua arrogância não o permitisse enxergar.
Além de tentar arranjar desculpas pouco convincentes, o presidente ainda acredita que está sendo injustiçado afinal, segundo ele, tudo o que foi conquistado pelo clube, em sua gestão, não está sendo lembrado agora. O torcedor, caro Perrela, é o único que pode reclamar nesse momento, pois é a principal vítima dessa catástrofe gerada pela omissão daqueles que tem o poder nas mãos, mas não tem caráter para exercê-lo.