A LUTA PELA PERMANÊNCIA NA DIFÍCIL SÉRIE A
Estamos a uma rodada do final do turno do campeonato brasileiro e nossa desconfortável colocação na tabela nos faz deparar com uma inevitável questão: que chances temos de nos mantermos na elite do futebol brasileiro? Segundo os dados levantados por Glauco Xavier , torcedor americano, historicamente, os times que terminaram essa fase na lanterna dificilmente se recuperam no decorrer da competição , experimentando o descenso para a segunda divisão. Mas como diz o próprio Glauco, isso são números e nossa missão é difícil mas não impossível. Portanto é bom avaliar a performance da equipe em campo para, quem sabe, vermos nisso melhores perspectivas.
Há uma unanimidade entre nossa torcida de que o time melhorou e muito com a chegada de Givanildo no comando técnico da equipe. Se não apresentamos ainda, a exceção do jogo contra o Flu, uma evolução técnica e tática consistente, estamos bem nos quesitos disposição e vontade, além do espírito de luta. Não há dúvida de que isso nos alenta, mas é bom salientar que essas qualidades não são suficientes para a reviravolta de que necessitamos para mudar nossa sorte na competição.
Alguns problemas técnicos precisam ser corrigidos de forma urgente. Talvez o maior deles esteja no ataque. Muitos afirmam que nosso armador, o Rodriguinho, tem um fôlego limitado, jogando apenas 20 minutos. Bem se isso acontece é necessário que no período em que ele melhor prepara as jogadas tenhamos um ataque atento e pronto para concluir jogadas em direção ao gol adversário. Se é necessário que um atacante recue para auxiliar o armador que ele o faça, no máximo, dentro dos limites da intermediária inimiga, preparando jogadas para a conclusão final. Por falar em conclusão para o gol há que se observar que contra o Atlético PR a existência de dois finalizadores foi fundamental para a reação americana, bom resultado.
Outro problema que ora parece estar solucionado, ora apresenta problemas é a defesa. Na verdade acho que o esquema com três zagueiros já favorece uma maior eficiência desse setor. O grande segredo é colocar nele as pessoas certas. Será que Willian Rocha não é um dos jogadores que deve ter a titularidade na zaga? Algumas pessoas falam no Preto. Se estiver em forma pode ser , sim, um bom nome. Fato é que estamos levando aqueles chamados gols bobos que podem comprometer nossa caminhada.
Nós da arquibancada esperamos que problemas sejam corrigidos para que o time mostre mais do que disposição e luta sendo mais efetivo e que a partir daí contrarie a história do campeonato , lembrada pelo Glauco e que ao quebremos essa escrita, nos firmamos como um time de série A.
Saudações americanas
Elias Freitas(eliasjlf@ig.com.br)