A HORA E A VEZ DE NOVOS REFORÇOS?
Quando de sua primeira entrevista como treinador do América , Antônio Lopes respondeu uma questão sobre a qualidade do elenco do time e a necessidade de reforços. Em sua resposta o técnico disse que avaliava o plantel como tendo bons jogadores e jogadores de qualidade questionável como qualquer outra equipe do brasileiro. Sobre a necessidade de reforços ele falou que era necessário uma avaliação mas que nenhum time pode falar em grupos fechados onde não é necessário contratar.
Sob seu comando lá se vão três jogos. O primeiro contra o Ceará dispensa comentários quanto a fraquíssima atuação da equipe. O segundo jogo mostrou uma mudança tática, passamos do 4-4-2 para um “falso” 3-5-2 em que um volante jogou mais recuado como uma espécie de terceiro zagueiro, o que foi mantido no terceiro jogo. Talvez uma tentativa de dar uma maior consistência defensiva, já que somos uma das piores defesas da competição. Notório foi que nos dois últimos jogos apresentamos alguma evolução, principalmente na zaga onde Micão e Willian Rocha mostraram disposição e precisão quando foram exigidos. Continuamos, porém, a apresentar problemas na parte de criação onde ao que parece ainda não encontramos o jogador com essa habilidade, problema apontado, inclusive, por Antônio Lopes ao fim do jogo contra o Figueirense.
Do meio para frente nos três últimos jogos Antônio Lopes aproveitou para testar as alternativas que tem no elenco utilizando , inclusive, os jogadores da base que ultimamente não estavam nem sendo relacionados para os jogos. A evolução do time nesse setor parece indicar, todavia, que talvez seja preciso repensar com mais profundidade o elenco lançando mão, até, de novas contratações. Sabe-se, por exemplo, que Kaleb tem potencial, mas que sobre ele não pode recair , ainda a responsabilidade pela armação da equipe. As alternativas que se apresentam são: ou se volta com os armadores que temos (Fabrício, Netinho e outros) ou pensamos em novos jogadores. É verdade que a situação financeira do clube não é confortável e talvez os recursos disponíveis para contratações já estejam esgotados. Não é uma equação fácii:, de um lado utilizar o material que temos para montar um time competitivo , de outro contratarmos jogadores que venham para resolver problemas e não apenas para somar, com poucos recursos. Apesar da complexidade da equação espera-se que ela seja resolvida , caso contrário estará mais configurada a situação de no ano do nosso centenário estarmos gritando: ‘vamos subir coelho”
Saudações americanas
Elias Freitas (eliasjlf@ig.com.br)